As recentes notícias sobre hipotética exploração dos médicos cubanos, com beneplácito da João Crisóstomo, leva-nos a levantar um pouco do véu da negociata.
Como todos sabemos, o SE Manuel Pizarro, à falta de melhor mercado, tem viajado pela América do Sul e Central na busca incessante de médicos, mesmo que pouco especialistas, que tapem enormes buracos a nível dos Centros de Saúde.
Até aqui nada de mal já que devemos acolher e integrar quem está habilitado a exercer Medicina e quem quer faze-lo entre nós.
A coisa piora quando se suspeita, fortemente, que o negócio envolve pagamentos abaixo da tabela e horários de trabalho muito acima do legalmente permitido pela legislação nacional e comunitária (para além do picante da presença de controleiros políticos), sem direito a folgas compensatórias e sem direito a dias de descanso semanal e complementar. Em suma, trabalha, cala-te e agradece o que te damos. Um nojo.
Mas quem encontramos por detrás de Manuel Pizarro e da sua recaída ás origens comunistas? Nada mais nada menos que Luis Cunha Ribeiro, antigo faroleiro-mor do INEM, funcionário público do Hospital de S. João, ex-homem de mão de Luis Filipe Pereira, conhecido laranja rapidamente reciclado a socialista na noite eleitoral de 2005, distinto especialista em plaquetas, enviado especial para contratos negreiros e outros trabalhos sórdidos, premiado com uma assessoria no gabinete de Pizarro depois de ter ajudado a despachar o anterior ministro Correia de Campos ao deixar cair, para mãos amigas, a gravação dos bombeiros de Alijó. Um espanto.
Temos assim um pavão emproado, viajando em 1ª classe, sapatinho inglês, terno italiano, emblema do Colégio Militar na lapela, a angariar uns espiados médicos cubanos por baixo preço, sem protecção laboral e com um contrato que ninguém parece querer divulgar.
Esta gente dormirá bem? Será feliz?